Marina Bracuhy

Histórico de Porto Marina Bracuhy

Restauração do Engenho Fotos do Engenho Construção de Bracuhy

Até o ano de 1850, o município de Angra dos Reis, onde está a Fazenda do Bracuí, foi um dos mais importantes de nosso litoral; por sua lavoura e comércio. Apoiado nestas atividades e graças a sua privilegiada localização geográfica, tiveram os Portos de Jurumirim, Ariró, Itanema, Frade e Mambucaba caráter de verdadeiros impérios comerciais. Para estes portos eram dirigidas, além de sua própria lavoura, as lavouras provenientes das províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, transportadas por via terrestre, através do município. Por sua vez, estes mesmos meios de transportes, retornavam a seus locais de origem carregando produtos que importavam para consumo próprio, como por exemplo, tecidos, vinhos e ferragens, vindos de outras localidades, além de peixe, aguardente, legumes e cana-de-açúcar, sendo este último produto o principal da lavoura local.

Naquela ocasião o transporte de ida e volta se dava por meio de carroças que se locomoviam em estradas que alcançavam índices de tráfego muito intenso, o que dinamizava a região abrangida pelas vias de circulação. Mais tarde, com a inauguração da Estrada de Ferro D. Pedro II atravessando a Serra do Mar e ramificando-se por outras regiões Angra dos Reis, como os demais municípios daquele litoral, tiveram reduzidos seus elementos transitórios de vida, perdendo com isso grande parte de seu potencial. Sua sobrevivência deu-se tão somente por fatores próprios e inerentes a localidade, o que não impediu, entretanto, que se começasse a notar os primeiros sinais de decadência. Pouco antes da inversão do processo citado, o Governo Imperial concedeu ao Engenheiro Manuel Caetano da Silva Lara, pelo Decreto nº 8.054, de 24 de março de 1881, a garantia de juros de 7% sobre o capital de 500 contos de réis, para construir no município um Engenho Central para o fabrico de açúcar. Sendo a cana cultivada de modo admirável e vendo nos juros garantidos outra vantagem, não custou ao concessionário obter de pronto o capital. A firma comercial do Rio de Janeiro, Souza, Irmão & Cia. interessou-se pelo negócio e, imediatamente, encomendou a Europa a maquinaria e os utensílios necessários, antes mesmo de ter sido escolhido o local para a edificação do engenho. Além desta grave falta de planejamento, que ocasionou prejuízos visto que as peças ficaram ao relento por longo tempo, acresce que eram tantos os mandantes e mandatários, que o local escolhido para o engenho foi justamente o menos indicado, sem embargo da uberdade do terreno. A propriedade, à época, pertencia a Antonio Alves Chaves e sua mulher Anna Chaves, que a haviam recebido, por sesmaria, quando de sua saída de Portugal, em 1742, denominando-a, então, Fazenda do Bracuí. Quanto as razões que desaconselhavam a área, destacamos: sua localização geográfica quase ao extremo do município; seu nível em relação ao mar ser muito baixo e por conseguinte, sujeito a acumulação de águas provenientes da Serra do Mar e das chuvas periódicas; dificuldades de acesso, tanto para embarque como para desembarque, provocado pelo assoreamento junto ao mar. Este último aspecto forçou a construção de um cais de madeira com cerca de 250 metros de extensão, para suprir as dificuldades encontradas pela formação do baixio nas margens da propriedade, só permitindo a atracação de embarcações com calado de apenas 3,8 pés. Apesar destes fatores, foi inaugurado o Engenho Central em 12 de junho de 1885, pelo Ministro da Agricultura, Conselheiro Antonio Carneiro da Rocha. Em 1886, a firma Souza, Irmão & Cia, passou o controle do empreendimento a firma Furquim, Joppert & Cia., que não mediu esforços para o seu desenvolvimento. Convém destacar que o referido engenho distinguia-se dos demais pelo aperfeiçoamento de seu sistema e de suas máquinas, obtendo o produto final por "difusão à vapor", ao contrário do convencional processo de esmagamento da cana em moendas. infelizmente a indústria açucareira no Brasil, no final do século passado, começou a atravessar uma crise provocada não só pela super abundância do produto no mercado estrangeiro, pois passou-se a extrair o açúcar da beterraba, mas principalmente pela falta de braços ativos capazes de reestruturar a desmantelada lavoura.
O Porto Marina Bracuhy foi realizado mediante o loteamento de parte de um imóvel com área de 2.859.750,00 m2, denominado "FAZENDA BRACUI". Para implantá-lo foi necessário a aprovação das seguintes empresas e órgãos públicos federais, autárquicos e municipais:

SPU- Serviços do Patrimônio da União no Estado do Rio de Janeiro;
DNER- Departamento Nacional de Estradas de Rodagens;
PORTOBRÁS - Inspetoria Fiscal de Angra dos Reis e Niterói;
DNOS- Departamento Nacional de Obras e Saneamento;
INCRA - Instituto Nacional de Obras e Saneamento;
PORTOBRÁS - Administração do Porto de Angra dos Reis;
FLUMITUR- Empresa Fluminense de Turismo;
FEEMA- Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente;
EMBRATUR- Empresa Brasileira de Turismo;
PMAR- Prefeitura Municipal de Angra dos Reis.

 

Rod. Mário Covas, BR101, Km500,5, Porto Bracuhy, Angra dos Reis, RJ, Brasil

Caixa Postal 73101 - CEP 23900-000 - Centro

Tel.: +55(24)3363-1166/3363-1485, Fax +55(24)3363-2235 - +55(21)2516-9769

ID 55*32*3514

VHF Canal 68 e 16 - ECO62

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